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Seafood Show Latin America encerra 5ª edição com sucesso e anúncio de expressivos resultados dos expositores

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A Seafood Show Latin America encerrou com sucesso a edição de 2026 no Distrito Anhembi, em São Paulo, após três dias de intensa programação dedicada à inovação, à sustentabilidade e às principais tendências do setor de pescado. Além dos primeiros contatos entre produtores e clientes que deverão gerar negócios futuros, também houve anúncio de investimentos.

Com mais de uma centena de reuniões, as rodadas de negócios promovidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) aproximaram empresas nacionais de compradores de sete países durante a Seafood Show Latin America. Num ambiente de grande movimentação, 23 empresas brasileiras negociaram diretamente com compradores do Catar, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Etiópia e Japão. A iniciativa faz parte do Projeto Comprador, da ApexBrasil em parceria com entidades setoriais para trazer compradores internacionais ao Brasil e gerar rodadas de negócios B2B com empresas nacionais.“Encerramos a edição de 2026 com uma feira maior e ainda mais qualificada. Crescemos 43% em área, reunimos 130 marcas e trouxemos para os corredores os compradores que movimentam o varejo e o food service do país. A Seafood Show Latin America se consolida como a maior plataforma de negócios do pescado da América Latina”, afirma Ricardo Torres, Head da Seafood Show Latin America. Segundo Torres, a próxima edição começa desde já, com o objetivo de ampliar a presença de compradores estratégicos e a participação internacional.

Entre os anúncios de investimentos de expositores está o caso da WOFCO, indústria espanhola de pescado, que a partir de 2027 terá operação no Brasil. Segundo Pedro Fernandes, do departamento comercial global da Companhia e Christian Cordoba Canosa, gerente que responderá pela operação brasileira, as plantas serão instaladas em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com estoque de distribuição de aproximadamente 750 toneladas, dividido em duas plataformas. A empresa vai investir US$ 3 milhões em duas câmaras frias e caminhões para distribuição, inicialmente, de camarão vermelho, polvo em bandejas, filé de pescada branca, filé de merluza, cação e tilápia.  O grupo WOFCO mantém 19 unidades em todo o mundo, atuando com o processo completo, desde a pesca marítima, com 58 barcos com planta de processamento, até a venda, com integração vertical do produto, do mar até a mesa.

Semana do Pescado

O valor da união dos diversos atores da cadeia foi destacado por Rafael Viola, diretor do Sindicato da Indústria de Pesca do Espírito Santo (Sindipesca-ES) e consultor estratégico de pescados, em palestra no palco Seafood Talk Show. A apresentação foi focada em Semana do Pescado desenvolvida no Espírito Santo, um caso de sucesso nacional que vem sendo replicada em outros estados. “É possível construir cadeias produtivas organizadas, que trabalham juntas e unidas, nas quais se desenvolve a agricultura familiar, a pesca artesanal, a indústria, a distribuição, os restaurantes e os supermercados dentro de um mesmo ecossistema”.

Viola também destacou a importância da rastreabilidade como um componente indispensável e prioritário e anunciou o lançamento de um calendário de consumo inteligente de pescado de janeiro a dezembro, identificando as épocas de safra de cada espécie e os períodos de defeso em que o consumo está interdito.

Formação de profissionais

Gargalos na prática profissional de quem atua com peixe, seja como funcionário de peixaria, inclusive em redes de supermercados, seja como sushiman, permearam as apresentações no Seafood Talk Show, que debateu o desafio de formar e reter novos profissionais do pescado.

Fernando Vieira de Souza, head Nacional de Peixaria do Carrefour, entende que a dificuldade atinge todos os setores, mas é ainda mais crítica na peixaria em razão das particularidades da função, como o manuseio de peixe in natura, os cortes, o trabalho contínuo com gelo e a exposição ao frio. “A responsabilidade é compartilhada entre o varejo e a indústria processadora, que precisa atuar de forma integrada, acompanhando o produto até a sua comercialização final”, afirma, considerando que a Rede Carrefour abastece as lojas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com manipulação do peixe nas próprias lojas.

A formação e a retenção de talentos foram também apontados por Maurício Koga, profissional da culinária japonesa e formador de profissionais de sushi e sashimi, na Koike Consultoria, que atua junto a supermercados. Koga lembra que a função de sushiman apresenta alta rotatividade, devido, principalmente, à falta de remuneração adequada e persistência para atingir o nível técnico necessário.

O chef Edson Camilo Leite, fundador do projeto Gastronomia Periférica, compartilha da mesma preocupação da falta de profissionais preparados para um mercado em ascensão. Ele entende que de nada adianta ter equipamentos tecnologicamente avançados sem gente apta no corte, filetagem, armazenagem e distribuição.

Os desafios do Pescado e o crescimento da Gastronomia Japonesa

A gastronomia japonesa no Brasil consolidou-se como um mercado bilionário, impulsionado por uma cadeia de suprimentos sofisticada que conecta o agronegócio nacional e importações internacionais de ponta. O salmão e a tilápia são destaque. Para a Associação Brasileira da Gastronomia Japonesa (ABGJ), o setor de pescado apresenta duas realidades, como ficou claro no Summit de Gastronomia Japonesa, que reuniu especialistas, representantes das indústrias e chefs durante a Seafood Show Latin America.

A logística é o maior desafio, com destaque para a cadeia do frio. Meg Felippe, diretora de Varejo da Frescatto, empresa brasileira que atua há mais de 80 anos no segmento de pescado e hoje está presente na Espanha, Portugal, Alasca (EUA), Chile, Argentina, Peru, Canadá, Japão, México, Vietnã e China, explica que o setor busca qualidade no armazenamento e transporte refrigerado para garantir um produto saudável para o consumidor e os restaurantes e bares.

“A distribuição exige uma logística de ponta devido ao caminho que o pescado tem que percorrer. Manter frotas com rigoroso controle de temperatura é fundamental para garantir que o pescado fresco ou congelado mantenha suas propriedades organolépticas intactas até as cozinhas”.

Depoimento de expositores

Sakura – Edu Barbosa, gerente comercial – Em nossa primeira participação, estamos encontrando oportunidade de novos clientes por atendimento direto e distribuidores e também de novos negócios com clientes tradicionais. O público é focado e há visitantes de outros Estados. Estamos com lançamento do molho Shoyu Sakura Kin.

Salmones Blumar – Felipe Fuentes, gerente de Marketing – Nossa meta na feira é crescer no varejo, via distribuidores voltados a esse mercado. Para isso, trouxemos produtos com valor agregado, para aperitivo, lanche e snacks. O mercado brasileiro é muito importante para nossa empresa, que envia 15% da produção do Chile para o Brasil.

MQ Pack – Sheila Salmeron, compradora – Nossa meta nesta feira é venda direta para indústria processadora de pescado e também buscar contatos para iniciarmos exportações. Trabalhamos com máquinas envasadoras e embaladoras de pescado, seja em filé, postas e inteiro, e camarões. Os resultados já são percebidos desde o primeiro dia, com propostas a serem desenvolvidas no pós-feira.

Frigostrella – Danilo Barbosa, vendedor – Pelo segundo ano consecutivo viemos à Seafood com nossas soluções de refrigeração industrial, buscando networking. A novidade é uma máquina e gelo com CO² como gás refrigerante. Estamos fazendo contatos importantes com nosso público, composto de distribuidores e prestadores de serviço de manutenção, além de indústrias de beneficiamento de pescado, de aquicultura e psicultura.

Multivac – Glauco Stella, gerente de Vendas – Nossas máquinas de embalagem são comercializadas para clientes finais por equipe própria, em especial indústrias de processamento e redes de supermercados. Em nossa segunda participação, percebemos que a qualidade do público está mais próxima do que esperamos.

Independent Brazil – Fábio Mendes, diretor comercial – Conectar fornecedores (indústria pesquisa e de processamento) ao cliente final (indústrias e distribuidores nacionais e internacionais) é nossa meta e o que nos motiva a participar de todas as edições da Seafood Show Latin America. Desde o primeiro dia vimos fechando negócios que se iniciaram antes e concluídos no estande, um diferencial que reforça o peso da Seafood.

Cermaq do Chile – Fernando Gomez, gerente financeiro – A Cermaq vê o mercado como importante em especial pela grande comunidade japonesa e também devido à proximidade, que favorece a logística, com envio dos produtos via terrestre. Lançamos a marca Cermaq Coho do salmão do Pacífico, uma marca específica de um peixe mais resistente e melhor adaptado aos problemas ambientais e sanitários. A nova marca soma-se à marca premium, a Aimon, distribuída no Brasil com exclusividade pela Nordsee Pescados.

Alaska Seafood – Rodrigo Mascareñas, gerente de contas – Associação de Marketing para indústria pesqueira do Alaska, com escritório em São Paulo (SP) que atende importadores e processadores parceiros da América Latina e buscar outros. Desde a primeira edição, detectamos crescimento significativo do número de expositores e de visitantes e uma melhor especialização do público. A qualificação das pessoas aumenta o valor do evento.

Imcopesc – Flávia Mikalauskas, gerente de Comércio Exterior – Nessa terceira participação, marcamos o início de nosso trabalho com produto processado em nossas instalações no Ceagesp, junto  com  indústrias: a costelinha de tambaqui, que está sendo bem aceita, inclusive com fechamento de negócios e parcerias. Notamos uma evolução do evento, que surgiu com o propósito de ser apenas de pescado e hoje se consolida e é visitado por chefes de cozinha e profissionais de peixarias, inclusive de redes de supermercados.

Kikkoman – Rosana Kamia, analista de Marketing – A feira trouxe bons contatos. Recebemos clientes que têm restaurantes, comércio, além de novos leads que, esperamos, vão gerar negócios após a feira. Trouxemos para o evento nossas Food Solutions com destaque para o shoyo de fermentação natural que oferece mais sabor e é mais saudável. Atendeu nossas expectativas e já estudamos retornar na próxima edição.

Santa Maria Laticínio – João Fagundes, gerente de Operações – Esta é a segunda vez que participamos da Seafood. Trouxemos nosso requeijão, o queijo cheddar, o cream cheese e o doce de leite, nosso carro-chefe. A receptividade foi muito boa. Tivemos a visita de muitas empresas que não teríamos acesso se tivéssemos que fazer visitas individuais. E foi exatamente o motivo de nossa presença: a captação de novos clientes que garantirão o fechamento de negócios futuros. Voltaremos no próximo ano.

Costa Sul – Caroline Arnold, gerente de Marketing – Recebemos clientes antigos, que vieram nos prestigiar, mas também fizemos novos contatos. Esta é a segunda vez que participamos e estamos muito satisfeitos. Além disso, trouxemos três lançamentos: o Lombo em Pedaços de Atum 400g, Bolinho de Tilápia 800g, e o Hambúrguer de tilápia 90g, que fizeram grande sucesso com o público. Inclusive o bolinho de Tilápia 800g nos rendeu o segundo lugar no Seafood Innovation Show na categoria Pescado Food Service.

New Fish – Natercia Gusela, gerente de Vendas – “O estande foi bem movimentado. Nós estivemos em todas as edições da Seafood e vamos estar na próxima. Este ano trouxemos como novidades o Camarão descascado, o kit Oaekka de Frutos do Mar e o Filé de Salmão Porcionado que ganhou o segundo lugar na categoria Pescado para o Varejo no Seafood Innovation Show.

Karam’s Mar – Alessandro Karam, diretor Financeiro – Esta é a quarta vez que participamos e vamos voltar em 2027. O movimento em nosso estande foi muito bom. Além disso, conquistamos o terceiro lugar na categoria Pescado para o Varejo no Seafood Innovation Show, o que é um estímulo para nossa equipe.

Sobre a Francal

A Francal foi fundada em 1969, na cidade de Franca, no interior de São Paulo. Atualmente, conta com um portfólio de 16 eventos e, há 57 anos, contribui para o fomento do desenvolvimento econômico e social do país. Maior promotora de eventos 100% brasileira, a Francal atua em 15 diferentes setores, conectando a indústria brasileira ao varejo e a importadores dos cinco continentes. Reúne negócios, conhecimento, soluções e serviços para o B2B, sempre em sintonia com as demandas de um setor em constante transformação.

Sobre a Seafood Brasil   

A Seafood Brasil é uma plataforma de comunicação destinada a aumentar o consumo e gerar negócios para os atores da cadeia produtiva do pescado. Inaugurada em 2013, conta com um portal, mídias sociais, eventos com a cadeia produtiva e uma revista com cinco edições anuais.   

Mais informações:

Mecânica Comunicação Estratégica

Enio Campoi – enio@meccanica.com.br – 11 99981-9950