Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Capacitação técnica abre caminho para atingir potencial da tecnologia no campo brasileiro

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Setor agrícola bate recorde de empregos e aposta em treinamento e suporte remoto para acelerar adoção de piloto automático, agricultura de precisão e gestão de dados 



O agronegócio brasileiro emprega hoje o maior contingente de trabalhadores já registrado na série histórica do Cepea/CNA no ano passado: 28,58 milhões de pessoas. Entretanto, parte relevante desse contingente ainda não domina as ferramentas que passaram a definir a produtividade no campo. Sistemas de telemetria, monitores de plantio, GPS e plataformas de gestão de dados já fazem parte do dia a dia de fazendas de médio e grande porte, porém a formação de profissionais capazes de operá-los em seu potencial máximo não acompanha o ritmo da adoção tecnológica, segundo produtores, entidades setoriais e empresas do setor. 

Estudos de entidades do setor apontam dificuldades crescentes na contratação de mão de obra qualificada para operar tecnologias cada vez mais sofisticadas. Na prática, a subutilização dessas ferramentas limita a eficiência operacional das propriedades: quando a capacidade produtiva máxima não é aproveitada, cai o potencial de retorno sobre investimentos já realizados em máquinas, conectividade, automação e agricultura digital — com reflexos diretos sobre produtividade e rentabilidade. 

Um problema de décadas, agravado pela velocidade da tecnologia

O descompasso tem raízes demográficas antigas. Na década de 1960, mais da metade da população brasileira vivia no campo; na década seguinte essa proporção se inverteu e, segundo o último Censo do IBGE, de 2022, cerca de 87% dos brasileiros já vivem em áreas urbanas. 

O êxodo rural reduziu ao longo de décadas a oferta de mão de obra disponível no campo e, mais recentemente, passou a coexistir com uma onda de digitalização que exige um perfil de profissional bem diferente do tradicional condutor de tratores e colheitadeiras: hoje, fazendas buscam operadores capazes de configurar softwares de bordo, interpretar dados de telemetria e transformar informação em decisão agronômica. 

De acordo com Rosiéli Mika Bonette, gerente de Marketing de Produto da PTx Trimble na América Latina, superar esse gargalo depende de um esforço conjunto entre empresas de tecnologia, instituições de ensino, entidades de pesquisa, distribuidores e poder público — todos com papel na formação e atualização contínua da mão de obra rural. “O desafio da mão de obra não é apenas uma questão do setor agrícola, mas um elemento crítico para o avanço da transformação digital no campo. Investir em pessoas e conhecimento é tão importante quanto investir em máquinas, softwares e conectividade, pois são os profissionais capacitados que transformam tecnologia em resultados”, destaca. 

O custo da subutilização

O impacto da qualificação, ou da falta dela, pode ser medido operação por operação. Levantamentos do setor mostram que soluções de piloto automático agregam entre 2% e 5% no aproveitamento da área produtiva, ao reduzir sobreposições e falhas operacionais. No plantio, dosadores de precisão podem alcançar índices de singulação próximos de 99%. 

“Ainda assim, uma queda de apenas 1 ponto percentual neste índice pode representar perdas de até 2,5 sacas por hectare. Em situações mais críticas, o manejo inadequado da força aplicada pelas linhas de plantio — parâmetro que hoje é configurado via software, não mais no olho — pode custar até 17 sacas por hectare, a depender das condições de solo e operação”, complementa Rosiéli. 

O setor também aponta um efeito menos discutido: a inovação tem se tornado fator de retenção e atração de profissionais. Operações com jornadas longas, típicas de plantio e colheita, ganham em conforto e segurança quando equipadas com piloto automático — o que, segundo relatos de produtores, tem levado operadores a preferir trabalhar em equipamentos mais modernos. O mesmo padrão aparece na pulverização, em que sistemas de limpeza e recirculação automatizados reduzem tarefas repetitivas e o risco de exposição a defensivos agrícolas, com ganhos tanto de eficiência quanto de saúde ocupacional.

 Diante desse cenário, empresas de tecnologia para o agro têm reforçado programas próprios de capacitação. É o caso da PTx, fabricante de soluções de agricultura de precisão, conectividade e automação, que mantém treinamento técnico estruturado para sua rede de distribuidores e promove clínicas de plantadeiras, demonstrações práticas e webinars abertos a produtores e operadores. 

A marca também aposta no design de interface como caminho para reduzir a curva de aprendizado — os monitores da linha GFX, por exemplo, rodam sobre sistema Android, ambiente já familiar a grande parte dos usuários de smartphone — e no suporte remoto, que permite treinamentos e atendimentos à distância, reduzindo o tempo de máquina parada no campo. 

“A falta de mão de obra qualificada é hoje um dos principais desafios para a evolução da agricultura moderna. O verdadeiro valor da tecnologia só é gerado quando ela é adotada em sua plenitude — por isso, investir em pessoas e conhecimento é tão importante quanto investir em máquinas, softwares e conectividade”, ressalta Rosiéli. 

Substituição de pessoas não é a meta, dizem players do setor

Diante do cenário de escassez de mão de obra, soluções de autonomia assistida — como o kit retrofit OutRun, já disponíveis no mercado brasileiro — têm sido apresentadas pelo setor não como substitutas de operadores, mas como forma de realocar profissionais para atividades de maior valor agregado dentro da fazenda, além de padronizar processos, reduzir a variabilidade entre operadores e aumentar a precisão das atividades.

 “A proposta dessa tecnologia, no entanto, não é substituir empregos. Tal inovação foi desenvolvida para apoiar o produtor rural e as equipes no campo, aumentando a eficiência, sustentabilidade e a segurança das operações. No OutRun, as atividades continuam sendo supervisionadas por pessoas, enquanto a tecnologia ajuda a otimizar tarefas repetitivas, permitindo que os profissionais se dediquem a funções mais estratégicas e de maior valor agregado. Acreditamos que a inovação é uma aliada do trabalho no campo, contribuindo para operações mais produtivas, sustentáveis e rentáveis”, destaca Rosiéli. 

Para a especialista, tecnologia e mão de obra deixam de ser vistas como temas concorrentes para se tornarem complementares. De acordo com ela, a inovação contribui para tornar o campo mais atrativo a profissionais qualificados; justamente o grupo que, segundo os dados do próprio setor, ainda está em falta. 

Sobre a PTx

Criada em 2024, a PTx é uma marca global de soluções de agricultura de precisão. O portfólio PTx, com produtos Precision Planting e PTx Trimble, entrega soluções agrícolas de precisão totalmente compatíveis com todas as marcas do mercado e abrangem as necessidades dos agricultores em todo o ciclo da cultura – conectando, controlando, orientando e gerenciando dados. As soluções PTx de retrofit e de fábrica apoiam o agricultor a tornar seu negócio mais rentável, são plataformas que se comunicam entre si e contribuem no aumento de produtividade, redução de custos e potencialização de recursos. Para mais informações, visite:www.ptxag.com

 Sobre a AGCOA AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável.

Para mais informações, visite

www.agcocorp.com

Informações para a imprensa:FSB Comunicaçãoagco@fsb.com.br