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Para combater a escassez de mão de obra no agro, empresas se transformam em “fábrica de líderes”

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Marcelo Almeida começou começou com atividades básicas, como a coleta de amostras e a lavagem de vidrarias; hoje é gerente de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D)
Fortgreen

Modelo de gestão focado na ascensão interna transforma estagiários em executivos e mantém gerações mais novas no campo

Construir uma carreira executiva sólida em uma empresa sem precisar migrar para as grandes metrópoles tornou-se o principal antídoto do agronegócio contra a escassez de mão de obra qualificada. O mercado de nutrição e fisiologia vegetal, por exemplo, tem apostado na formação “dentro de casa” como estratégia de retenção de talentos.

É o caso da Fortgreen, controlada pelo grupo irlandês Origin Enterprises. A companhia transformou sua operação brasileira em um polo de formação executiva, provando que a retenção de talentos demanda um horizonte claro de mobilidade social, em que o estagiário de hoje visualiza a cadeira de liderança do amanhã.

A diretora de Gente e Gestão da Fortgreen, Andrea Helena, explica que o cenário de especialidades no agro é altamente técnico e dinâmico, o que torna difícil encontrar profissionais prontos no mercado. “Investir na base deixou de ser uma opção e virou a estratégia principal para garantir a sustentabilidade do negócio”, afirma.

Segundo a executiva, a aquisição da empresa por um grupo global provocou uma mudança cultural decisiva para atrair a nova geração. “A carreira deixa de ser baseada apenas na lealdade ou no tempo de casa e passa a ser pautada por competências, meritocracia e resultados. A régua sobe. O profissional moderno precisa unir capacidade analítica baseada em dados, competência digital e inteligência emocional”, analisa Andrea.

Da coleta de amostras à gerência de inovação

A tese da diretora se materializa na trajetória de Marcelo Almeida, atual gerente de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Sua história na companhia começou com atividades básicas, como a coleta de amostras e a lavagem de vidrarias em um laboratório que, na época, contava com apenas três pessoas.

Sua evolução técnica o levou ao cargo de analista de Controle de Qualidade, onde permaneceu por dois anos até surgir o “trampolim”, como ele define. A expansão industrial da empresa exigiu alguém de confiança para uma missão crítica. “Recebi o desafio de assumir como coordenador de Qualidade e liderar a estruturação da área na nova fábrica em Varginha (MG). Foi como trocar o pneu de um carro em movimento, visto que a planta já produzia volume relevante de CRF e havia a necessidade de estruturar processos críticos do zero, visando garantir padronização a qualidade dos produtos”, relembra Almeida

Hoje à frente de uma das áreas mais estratégicas da companhia, ele replica o modelo. “Buscamos formar profissionais inquietos. Queremos que o time não seja formado apenas por executores, queremos pessoas com mentalidade de melhoria contínua”, pontua.

De estagiário a líder do programa com 90% de efetivação

Outro exemplo de ascensão é João Vidotto, atual gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos. Sua entrada na empresa foi no campo, aplicando testes em lavouras de milho sob o sol forte. Sua escalada foi constante: de assistente Técnico de Pesquisa, assumiu o desafio de ser desenvolvedor de Mercado (DM) quando recém-formado. O bom desempenho o levou à coordenação de DM na região Sul, onde estruturou a equipe do zero, passando posteriormente pela gerência de Produtos (responsável por lançar sete tecnologias em dois anos) até chegar à atual cadeira de liderança nacional no final de 2025.

Hoje, ele lidera um programa de estágio com números impressionantes para o setor: cerca de 90% dos jovens que passam pelo ciclo de dois anos de formação no seu departamento são efetivados. O segredo, de acordo com Vidotto, é superar o maior obstáculo para a nova geração: o imediatismo.

“Muitos jovens querem o sucesso da noite para o dia. Então, nossa retenção é alta porque mostramos que a construção é gradual e sólida”, analisa e reforça que a comparação com a trajetória alheia é uma armadilha comum. “Meu conselho para quem entra agora no mercado é não se comparar com o colega ao lado, mas com quem você era ontem. A resiliência é a competência número um para quem quer virar executivo no agro”, finaliza Vidotto.

Sobre a Fortgreen

Há mais de 20 anos, a Fortgreen se dedica a transformar a agricultura por meio de soluções inovadoras em nutrição e tecnologia de aplicação. Presente em sete países (Brasil, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Romênia, Reino Unido e Polônia), a empresa se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta e pelo suporte técnico altamente especializado.

Desde 2019 faz parte do Grupo Origin Enterprises PLC, fortalecendo o compromisso com pessoas, pesquisa, inovação e qualidade para atender às demandas do campo com excelência.

A infraestrutura conta com um moderno parque fabril de 10 mil m² em Paiçandu (PR) e de 6,3 mil m² em Varginha (MG), além de centros de distribuição estratégicos em todo o Brasil, garantindo eficiência e proximidade com o produtor rural.

Saiba mais em www.fortgreen.com.br

Informações para a imprensa
Attuale Comunicação – (11) 4022-6824