
O avanço da globalização e o crescimento econômico de países asiáticos impulsionam a demanda por proteína animal, criando oportunidades relevantes para o agronegócio brasileiro. Com essa afirmação, o CEO da Auster Nutrição Animal, Paulo Portilho, abriu o Encontro Auster 2026, realizado em Porto de Galinhas (PE). “Esse cenário impulsiona toda a cadeia da produção de carnes, leite e ovos, consolidando o Brasil na liderança global e inserido num processo que deve se manter aquecido nos próximos anos”, reforçou.
O evento reuniu mais de 300 empresários, executivos e especialistas de todas as regiões do país. Juntos, eles são responsáveis por mais de 50% da produção brasileira de suínos, frangos e ovos.
Portilho ressaltou que o crescimento da Auster está diretamente ligado ao compromisso com os clientes e à busca contínua por soluções eficientes e inovadoras em alimentação animal, capazes de transformar realidades e superar cenários adversos. “Mais do que produtos, a empresa se dedica a oferecer respostas práticas para os desafios do setor, sempre com foco em relações de longo prazo”.
Os números apresentados evidenciam essa evolução. A Auster saiu de faturamento inicial de cerca de 5 milhões de dólares, em 2008, para mais de 100 milhões de dólares no último ano, além de contribuir para a produção de aproximadamente 19 milhões de toneladas de ração por ano. “Parte desse desempenho está associada aos investimentos consistentes em inovação, que superam 5 milhões de dólares anuais, com foco em tecnologia, inteligência artificial e valorização do capital humano dentro da operação”, destacou o CEO da Auster.
Ele também contextualizou o cenário global, destacando a relação direta entre renda e consumo de proteína animal. “À medida que o PIB per capita dos países cresce, o consumo de carnes acompanha esse movimento de forma consistente. Como exemplo, o potencial de expansão da Índia, que, caso aumente modestamente seu consumo de proteínas animais, pode gerar impacto significativo na demanda global”.
Portilho abordou ainda as mudanças na geopolítica econômica, ressaltando o aumento da relevância da China no cenário internacional, especialmente em termos de poder de compra. Para ele, esse redesenho das forças globais reforça o papel estratégico do Brasil como fornecedor de alimentos para o mundo.
“O futuro da cadeia da produção de alimentos passa pela capacidade de adaptação, inovação e construção de parcerias sólidas. A combinação entre tecnologia e relacionamento é fundamental para consolidar o posicionamento do Brasil como um dos principais provedores globais de alimentos”, assinalou o CEO da Auster.
Durante os três dias de evento, passaram pela plenária palestrantes renomados do Brasil, como Pedro Mandelli, consultor de negócios que abordou gestão e liderança; Leandro Karnal, historiador e escritor, que falou sobre como enfrentar um mundo em constante ebulição; Augusto Cury, um dos maiores especialistas mundiais em saúde mental e gestão emocional, que destacou a mente como nossa maior aliada ou nosso maior desafio; Marcos Troyjo, economista, cientista político, diplomata e autor de livros, que fez uma leitura estratégica sobre o cenário geopolítico e seus impactos no agronegócio; Marcos Jank, professor de Agronegócio Global do Insper, que destacou a nova geopolítica dos alimentos e seus impactos diretos no agro e na pecuária brasileira; Alexandre Schwartsman, doutor em economia, consultor, colunista da Veja e comentarista, que trouxe sua visão do cenário econômico global e brasileiro; e Fernando Schuler, professor, doutor em filosofia, colunista do Estadão e mestre em ciências política, que abordou o cenário político-econômico brasileiro e os desafios estruturais do país.
| Irvin Dias -Texto Comunicação Corporativa – SP |



