
E-book Micotoxinas – Prevalência na América Latina, de 2025, conta com dados de 10 países e análise dos riscos para aves, suínos e bovinos (corte e leite)
As micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos e muitos deles são altamente tóxicos e estão mais prevalentes do que nunca, elevando significativamente o risco à saúde e ao desempenho produtivo de aves, suínos, bovinos de leite e bovinos de corte. Esta informação é respaldada pelos dados de 2025 presentes no e-book Micotoxinas – Prevalência na América Latina, elaborado pela Vetanco Brasil e apresentado ao mercado durante a Exposição Internacional de Produção e Processamento (IPPE), um dos maiores eventos da indústria de proteínas animais, realizada em Atlanta (EUA).
O levantamento analisou 32.301 amostras coletadas em dez países (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru e Uruguai), em 2025. Esse volume de dados é recorde, o que confere solidez estatística e alto valor preditivo aos resultados observados.
Do total de amostras analisadas, 85% apresentaram pelo menos uma micotoxina e 66% evidenciaram cocontaminação com duas ou mais micotoxinas, confirmando que a exposição múltipla continua sendo a regra e não a exceção. Este cenário reforça a complexidade do desafio e a necessidade de abordagens de controle integrais”, alerta a Vetanco.
“O desafio é estrutural, multifatorial e dominado pela coexposição, com um claro protagonismo das toxinas de Fusarium, tanto por prevalência quanto por carga tóxica, exigindo estratégias de combate simultâneo sobre diferentes micotoxinas e mecanismos de ação”.
Em termos de prevalência geral, as micotoxinas mais frequentes no levantamento de 2025 foram as Fumonisinas – FUM (61%), seguidas pelas Aflatoxinas – AFLA (46%), Zearalenona – ZEA (34%) e Deoxinivalenol – DON (31%). Este padrão confirma o predomínio de micotoxinas associadas ao Fusarium spp., particularmente em cereais energéticos.
Por tipo de alimento, o milho apresenta o maior risco para Fumonisinas, tanto em prevalência (77%) quanto em concentração (≈2.090 ppb), enquanto o trigo e a soja mostraram perfis mais equilibrados, mas com presença significativa de DON, ZEA e T-2 (tricoteceno).
Risco elevado para avicultura, suinocultura e pecuária – Comprometimento da saúde intestinal, indução de processos inflamatórios e prejuízo da resposta a desafios bacterianos, reduzindo, assim, a eficiência produtiva. Estes são os principais problemas associados à presença das micotoxinas na nutrição das aves, o que mostra uma situação preocupante. Foram relatados altos níveis de FUM e a presença concomitante de DON, T-2 e AFLA, num contexto de 66% de cocontaminação.
Os bovinos de corte e de leite também estão em perigo. Destaque para DON e FUM, cujos níveis médios superam os limiares de risco para esses animais, particularmente em dietas baseadas em milho e subprodutos. “Estas micotoxinas associam-se principalmente à redução do consumo, menor eficiência alimentar e alterações metabólicas, efeitos que podem ser amplificados em sistemas de alta produção leiteira ou confinamento intensivo. Já ZEA, com prevalência de 34% e valores médios acima do limite mínimo, representa um fator de risco reprodutivo, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes”.
No caso dos suínos, a situação é igualmente crítica. Individualmente, valores médios de ZEA superam amplamente os níveis de segurança para porcas e fêmeas de reposição, afetando a taxa de reprodução e o tamanho da leitegada. Por outro lado, os níveis de FUM triplicam os limites de segurança, afetando tanto o aparelho respiratório quanto o sistema imune.
Detoxa Plus é um eficaz aditivo antimicotoxinas da Vetanco indicado para inativação de ZEA, T2, FUM, OTA e Adsorção de AFLA em produtos destinados a alimentação animal. Trata-se de uma ferramenta de escolha para o manejo integral do risco micotoxicológico, pois oferece abordagem ampla frente a cenários de alta prevalência, elevada concentração e cocontaminação, permitindo proteger a saúde animal e sustentar o máximo potencial produtivo em sistemas cada vez mais exigentes.
| Graziele Oliveira – Texto Comunicação Corporativa – SP |




