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Saúde mental ganha espaço na prevenção de riscos no trabalho no campo

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(Foto: Divulgação)

Tema avança da conscientização para a rotina de segurança; na Reflorestar, o cuidado inclui acolhimento psicológico, orientação às lideranças e ações permanentes

No trabalho no campo, segurança costuma ser associada a EPI, procedimentos, inspeções e atenção à operação. Mas há um fator menos visível que também pode interferir na execução de uma atividade: as condições emocionais de quem está trabalhando. Em funções que exigem concentração, tomada de decisão e interação constante com máquinas e equipamentos, o cuidado com a saúde mental também passa a fazer parte da prevenção.

O tema ganha maior visibilidade durante o mês de setembro, período dedicado à valorização da vida e à conscientização sobre saúde mental, em um cenário de crescimento dos benefícios por incapacidade relacionadosa transtornos mentais e comportamentais no país. Em 2025, foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade por esse motivo, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior, segundo dados preliminares divulgados pelo Ministério da Previdência Social.

 “Se o trabalhador não está bem psicologicamente, se não está focado ou atento ao que está fazendo, ele tende a estar mais propenso a acidentes e pode ter dificuldades para produzir e se relacionar com os colegas. Por isso, existe uma conexão muito direta da saúde mental com a segurança”, observa Olívia Mislene Queiroz, gerente de Recursos Humanos da Reflorestar Soluções Florestais, empresa especializada em soluções 100% mecanizadas para silvicultura, colheita e carregamento de madeira.

Um olhar que chega ao campo

Na Reflorestar, uma das estratégias para levar esse cuidado à rotina das operações passa pelas próprias lideranças. A orientação é manter proximidade com as equipes e atenção a mudanças de comportamento que possam indicar a necessidade de acolhimento.

Ao identificar uma situação que demande atenção, o líder pode acionar o RH e a Saúde Ocupacional, responsáveis pela orientação e pelos encaminhamentos necessários.

“A gente fala muito de proximidade, diálogo e interesse genuíno pelo outro. Cabe às pessoas que estão no dia a dia, coordenando as atividades, estarem atentas. Ao perceber alguma mudança no comportamento daquele colaborador, elas podem acionar o RH e a Saúde Ocupacional para que possamos orientar e auxiliar na condução”, explica Olívia.

O papel da liderança, nesse processo, não é fazer diagnósticosnem assumir uma função clínica, mas perceber sinais de mudança, acolher de forma responsável e aproximar o colaborador da estrutura de apoio disponível.

De acordo com Maria Aparecida Cordeiro, enfermeira de Saúde Ocupacional da Reflorestar, esse olhar também considera situações pessoais que podem repercutir na rotina profissional.

“Existem momentos em que a pessoa pode não estar dormindo direito, estar preocupada com o pai, com a mãe, com um filho ou com alguma outra situação. A gente quer que ela entenda que existe apoio também nesses momentos. Não é só a atividade, a produção ou o resultado”, afirma.

Cuidados para além de setembro

Durante o mês de setembro, a Reflorestar reforça as ações voltadas à saúde mental dos colaboradores. Neste ano, conteúdos sobre o tema foram levados aos contratos por meio dos Diálogos Diários de Segurança (DDS), além de uma atividade on-line e de palestra destinada às equipes que estão em operações espalhadas por Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia.

O cuidado, porém, não se restringe às ações realizadas neste período.

Entre os recursos mantidos durante todo o ano está a Escuta Ativa, canal de acolhimento psicológico individual e sigiloso. O atendimento pode ser feito on-line para os profissionais que estão nas operações e presencialmente no escritório.

Desde 2023, a empresa mantém também o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho, que contempla saúde mental, saúde física e ergonomia. O cuidado emocional ainda aparece em conteúdos trabalhados nos DDS e em iniciativas de desenvolvimento de pessoas.

“É uma batalha diária quebrar paradigmas e preconceitos em relação ao cuidado com a saúde mental, porque ainda existe muito tabu. Mas, de um tempo para cá, percebemos as pessoas mais abertas a reconhecer quando necessitam de ajuda e a procurar esse apoio”, reforça Olívia.

NR-1 amplia a prevenção dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho

A discussão também ganhou uma nova dimensão na agenda de Segurança e Saúde no Trabalho em 2026. Desde maio, a nova redação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) inclui expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

A mudança direciona a atenção das organizações para fatores relacionados às condições e à organização do trabalho que possam representar riscos à saúde dos trabalhadores. Esses fatores devem ser identificados, avaliados e considerados na definição das medidas de prevenção, assim como os demais riscos ocupacionais.

Na Reflorestar, o tema já integra as discussões das áreas responsáveis por Saúde e Segurança e se soma às iniciativas que vêm sendo desenvolvidas ao longo do ano.

“A NR-1 reforça nas empresas a necessidade de dar atenção de verdade ao tema, com ações preventivas e canais de segurança psicológica. A legislação é importante, mas queremos que esse cuidado traga ainda mais benefícios para as pessoas, para o clima, para a performance e para o sentimento de pertencimento”, finaliza Olívia.

Ao incorporar o cuidado com as pessoas à rotina de prevenção, a Reflorestar busca ampliar o olhar sobre segurança: além das condições das máquinas, dos equipamentos e do ambiente, também importa compreender como as pessoas chegam ao trabalho, como são lideradas e quais condições encontram para executar suas atividades com segurança e equilíbrio.

Sobre a Reflorestar

Empresa integrante do Grupo Emília Cordeiro, especializada em soluções florestais, incluindo silvicultura, colheita mecanizada, carregamento de madeira e locação de máquinas. Atualmente com operações em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, ela investe em capacitação técnica e comportamental, gestão integrada e confiabilidade dos equipamentos para oferecer as soluções mais adequadas para cada particularidade dos clientes.

Fundada em 2004 no Vale do Jequitinhonha (sede em Turmalina, MG), originou-se da paixão pelo cuidado com o solo e o meio ambiente. Com 20 anos de atuação, a Reflorestar se consolidou no mercado pela visão inovadora no segmento florestal e pela oferta de serviços de qualidade, atendendo clientes em todo o Brasil. Para mais informações, visite o site da Reflorestar.

(Erica da Silva Vaz Souza – erica.vaz@redecomunicacao.com)