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Ozônio reduz até 90% dos resíduos de agrotóxicos e avança como alternativa para segurança alimentar

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(Foto: Divulgação)

Tecnologia baseada em oxidação química ganha espaço no combate a pesticidas e microrganismos em frutas, legumes e verduras

Março 2026 – A presença de resíduos de agrotóxicos nos alimentos continua sendo uma das principais preocupações relacionadas à segurança alimentar no Brasil. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados apresentam irregularidades, seja por níveis acima do permitido ou uso de substâncias não autorizadas.

Na prática, isso significa que métodos tradicionais de higienização, como lavar os alimentos em água corrente ou utilizar soluções comuns, nem sempre são suficientes para remover completamente os contaminantes — especialmente quando os pesticidas estão aderidos à superfície ou já penetraram parcialmente nos alimentos.

Diante desse cenário, tecnologias baseadas em ozônio e plasma frio começam a ganhar espaço como alternativa mais eficiente. Em testes, essas soluções conseguiram reduzir em até 90% os resíduos de pesticidas, além de atuar na eliminação de microrganismos.

O princípio é químico: o ozônio possui alto poder de oxidação e reage com diferentes compostos presentes nos pesticidas, promovendo sua degradação. Após o processo, o gás se transforma novamente em oxigênio, sem deixar resíduos.

“O ozônio consegue degradar moléculas de pesticidas de forma eficiente e segura. Ao mesmo tempo, ele se decompõe rapidamente, o que evita a geração de novos resíduos químicos”, explica Bruno Mena, PhD em química e CEO da Wier.

A tecnologia já vem sendo aplicada em diferentes etapas da cadeia alimentar, especialmente no pós-colheita e no processamento de alimentos. Em alguns casos, também pode ser utilizada em processos de higienização antes do consumo.

Além da redução de resíduos químicos, o método também atua no controle microbiológico, contribuindo para a eliminação de agentes que podem comprometer a qualidade dos alimentos.

O avanço desse tipo de solução acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, cada vez mais atento à origem dos alimentos e aos riscos associados à presença de contaminantes.

Com maior pressão por práticas mais seguras e sustentáveis, tecnologias que reduzem o uso de químicos e aumentam a eficiência dos processos de higienização tendem a ganhar espaço na cadeia alimentar — do campo ao consumidor final.

Karoline Kantovick | Assessora de Imprensa

+55 49 998045824