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Intensificação sustentável de pastagens ganha protagonismo no Coplacampo 2026

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Engenheiro agrônomo Hemython Nascimento, doutor em Zootecnia e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da SBS Green Seeds (Foto: Green Seeds/Divulgação)

Tema estratégico reforça produtividade, rentabilidade e eficiência no uso de recursos durante o evento, que acontece de 23 a 27 de fevereiro, em Piracicaba/SP

Iniciar um projeto de intensificação sustentável de pastagens do zero é um desafio técnico e estratégico que exige planejamento criterioso, diagnóstico agronômico preciso e execução estruturada. Contudo, quando conduzido com base em uma estratégia consistente e respeitando cada etapa do processo produtivo, é plenamente possível alcançar resultados sólidos, sustentáveis e economicamente viáveis.

Com o objetivo de demonstrar a viabilidade técnica e econômica desse sistema, o engenheiro agrônomo Hemython Nascimento, doutor em Zootecnia e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da SBS Green Seeds — empresa resultante da união entre Semembrás e Boa Safra — ministrará palestra durante o Coplacampo, em Piracicaba/SP, abordando os fundamentos e as boas práticas da intensificação sustentável. Segundo o especialista, um dos principais entraves desse processo é a falta de planejamento. “Muitas vezes o produtor, na tentativa de acelerar resultados, acaba suprimindo etapas essenciais, o que compromete o desempenho final do projeto”, destaca.

Diagnóstico e base técnica: os primeiros passos

Para evitar erros na reforma de pastagens ou na implantação de novas áreas, o primeiro passo é a escolha adequada da espécie forrageira, associada ao uso de sementes de alta qualidade fisiológica e genética. Definida essa etapa, é fundamental realizar um diagnóstico detalhado do sistema produtivo, identificando o nível tecnológico atual da propriedade e o grau de intensificação necessário. Nem sempre é recomendável intensificar 100% da área. Estudos indicam que, ao intensificar de forma eficiente cerca de 30% da propriedade, é possível dobrar a produção de forragem, elevando significativamente a capacidade de suporte.

O primeiro nível de intervenção envolve o controle de plantas daninhas, cuja incidência pode comprometer a oferta de forragem e a eficiência do pastejo. Paralelamente, é indispensável avaliar os atributos químicos e a fertilidade do solo, por meio de análise laboratorial, para determinar a necessidade de correções, como calagem e reposição de fósforo e potássio. O objetivo é proporcionar condições adequadas para maior produção de biomassa e melhor capacidade de rebrota.

Estrutura, manejo e eficiência de pastejo

Superada a etapa de correção do solo e implantação adequada da pastagem, o foco deve se voltar ao componente operacional e à infraestrutura da propriedade. Isso inclui adequação de cercas e divisões de piquetes, posicionamento estratégico de cochos para suplementação e, sobretudo, capacitação da equipe de campo.

Com infraestrutura funcional e equipe treinada, o sistema pode evoluir para um manejo mais eficiente do pastejo, maximizando o aproveitamento da forragem produzida e reduzindo perdas. “Sanadas essas lacunas estruturais e operacionais, a propriedade estará preparada para avançar para um projeto mais robusto de intensificação”, ressalta Nascimento.

Adubação estratégica e tecnologias avançadas

O próximo estágio envolve o manejo nutricional da pastagem, com ênfase na adubação nitrogenada. O planejamento adequado de doses, aliado à análise de resultados experimentais e indicadores técnicos, é determinante para ganhos expressivos de produtividade.

Produtores com maior nível tecnológico, que buscam atingir o teto produtivo do sistema, podem incorporar ferramentas mais avançadas, como: irrigação localizada, incremento das doses de fertilizantes (especialmente nitrogênio e potássio, nutrientes de elevada extração pelas forrageiras) além do uso de insumos biológicos e bioestimulantes, integrando práticas alinhadas à sustentabilidade.

“Observamos que muitos produtores buscam maior produtividade e lucratividade. No entanto, todo avanço precisa estar associado à sustentabilidade técnica, econômica e ambiental. Por isso, convido os visitantes do Coplacampo a acompanharem a apresentação sobre o tema no dia 27 de fevereiro, durante a feira”, afirma o engenheiro agrônomo.

O Coplacampo

O Coplacampo é um dos principais eventos do agronegócio regional e reúne empresas líderes em insumos, máquinas, tecnologias e serviços voltados ao produtor rural. Em sua edição 2026, o evento será realizado de 23 a 27 de fevereiro, em Piracicaba/SP, com expansão no número de expositores e foco em inovação e geração de negócios.

A SBS Green Seeds participará com estande próprio, disponibilizando equipe técnica e comercial para apresentação de soluções e do portfólio completo da empresa. “Convidamos todos os visitantes a conhecerem nosso estande e as soluções que desenvolvemos, sempre com foco no fortalecimento do agronegócio e na promoção de sistemas produtivos mais sustentáveis”, conclui Nascimento.

Sobre – Comprometidos com o futuro do planeta e com os princípios da agricultura regenerativa, nasce a SBS Green Seeds. Fruto da união de duas potências: A solidez da Boa Safra e a especialização da SememBras, a empresa tem a missão de impulsionar as lavouras e pastagens, tornando-as mais produtivas, saudáveis e resilientes, contribuindo assim para a sustentabilidade de todo o ecossistema. Saiba mais em: https://sbsgreen.com.br/.

Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286