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Agro precisa acelerar infraestrutura para acompanhar produção, e construção industrializada pode ajudar

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A diferença entre o ritmo de crescimento da produção e o da infraestrutura é um dos gargalos do agronegócio brasileiro. Segundo dados do IBGE compilados pela Datagro, a capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil chegou a 210,5 milhões de toneladas no início de 2026, crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume corresponde a 58,6% da safra brasileira de grãos de 2025, estimada em 359,4 milhões de toneladas. 

Esse desafio se soma ao peso da logística na competitividade do setor. Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que as limitações logísticas do agronegócio brasileiro provocaram um impacto econômico estimado em US$ 14 bilhões em 2025. Segundo o documento, as ineficiências logísticas representam aproximadamente 30% dos custos de produção agrícola no país. O relatório também identifica um déficit de armazenagem de 134 milhões de toneladas e aponta deficiências em rodovias, além de dificuldades para a expansão de portos, ferrovias e hidrovias. 

O diagnóstico reforça a necessidade de ampliar e modernizar a infraestrutura que conecta as regiões produtoras aos centros de processamento e aos corredores de exportação. Mais de 95% dos armazéns brasileiros dependem prioritariamente do transporte rodoviário para receber e expedir cargas, enquanto o USDA destaca a expansão ferroviária como uma das alternativas para reduzir custos de transporte. Segundo o relatório, o transporte ferroviário de longa distância pode representar uma redução de 15% a 25% no custo do frete em relação ao transporte rodoviário. 

Nesse cenário, a construção industrializada apresenta alternativas para obras que precisam ser executadas com maior previsibilidade, rapidez de montagem e capacidade de adaptação às diferentes demandas do agronegócio. Pré-fabricados de concreto e estruturas metálicas já são empregados na implantação e modernização de rodovias, pontes, viadutos, ferrovias, terminais, estruturas portuárias e instalações logísticas, além de estruturas de armazenagem, galpões, usinas, silos, torres, coberturas e unidades agroindustriais. A produção dos componentes em ambiente industrial e a montagem planejada no local permitem desenvolver soluções para obras que precisam combinar escala, precisão, velocidade de execução e controle do processo construtivo. 

Para o agronegócio, essa característica pode ser particularmente relevante em projetos nos quais o tempo de implantação da infraestrutura interfere diretamente na operação. A necessidade de ampliar rapidamente a capacidade de armazenagem, construir novas unidades de processamento ou expandir estruturas existentes coloca prazo, planejamento e disponibilidade de mão de obra entre os fatores que precisam ser considerados desde o projeto. 

A própria política agrícola federal vem destacando a necessidade de ampliar e modernizar a infraestrutura. No Plano Safra 2026/27, o Ministério da Agricultura e Pecuária prevê recursos para construção, ampliação e modernização de estruturas de armazenagem e câmaras frias, com o objetivo de elevar a produtividade, reduzir custos e fortalecer a competitividade da agricultura. 

Pesquisa realizada pela FGV a pedido do Modern Construction Show, com 510 empresas de todo o país, mostrou que 64,5% utilizavam sistemas industrializados em pelo menos parte de suas obras em 2024. Entre os sistemas mais utilizados estavam kits elétricos, pré-fabricados de concreto, drywall e estruturas de aço. Embora a pesquisa trate da construção de maneira ampla, seus resultados ajudam a mostrar que a industrialização já faz parte da realidade de uma parcela significativa das empresas e que diferentes sistemas vêm sendo incorporados aos projetos. 

A discussão sobre essas soluções estará entre os temas apresentados no 2º Modern Construction Show (MCS), que acontece de 29 de setembro a 1º de outro no Distrito Anhembi, em São Paulo. Para conferir de perto as principais inovações, tecnologias e cases aplicados à infraestrutura e ao agronegócio, inscreva-se no site e visite o evento. O credenciamento é gratuito e já está aberto para profissionais do setor.

O evento é realizado pela Francal e tem como entidades correalizadoras Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM), Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic), e Associação Brasileira da Construção Industrializada em Madeira Engenheirada (ABRACIME).

Sobre o Modern Construction Show

Data: 29 de setembro a 1º de outubro de 2026

Horário: 13h às 20h

Local: Distrito Anhembi/SP

Credenciamento gratuito: https://modernconstructionshow.com.br/

Sobre a Francal

A Francal foi fundada em 1969, na cidade de Franca, no interior de São Paulo. Atualmente, conta com um portfólio de 16 eventos e, há 56 anos, contribui para o fomento do desenvolvimento econômico e social do país. Maior promotora de eventos 100% brasileira, a Francal atua em 15 diferentes setores, conectando a indústria brasileira ao varejo e a importadores dos cinco continentes. Reúne negócios, conhecimento, soluções e serviços para o B2B, sempre em sintonia com as demandas de um setor em constante transformação.

Assessoria de Imprensa:

Mecânica Comunicação Estratégica

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