
Amanhã, dia 6 de novembro, em Amarante do Maranhão, agricultores familiares da região irão participar de dia de campo sobre mandioca e um curso de melhoria da qualidade da farinha. Os eventos serão realizados na propriedade de Antônio Alberto, respectivamente nos períodos da manhã e tarde.
A iniciativa é parte de projeto que propõe o desenvolvimento e a validação de tecnologias adaptadas às condições de cultivo do estado para intensificação sustentável da mandiocultura no estado, com foco no aumento da produtividade, qualidade sanitária e adaptação de cultivares, e conta com recurso de Emenda Parlamentar do deputado Hildo Rocha (MDB/MA). O chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, fará a abertura de ambos os eventos.
Para o pesquisador Humberto Sampaio, coordenador do projeto, o objetivo é promover a inclusão produtiva e a geração de renda em comunidades rurais produtoras de mandioca e tomate no Maranhão, no âmbito da agricultura familiar, por meio da validação de cultivares adaptados às condições locais e da transferência de tecnologias sustentáveis de produção.
“Estamos ampliando as opções tecnológicas disponíveis aos produtores e contribuindo para o aumento da produtividade e a geração de renda nas comunidades rurais. Uma das frentes do projeto é o aprimoramento dos métodos de produção de manivas-semente a partir de mudas obtidas por cultura de tecidos”.
Conteúdo técnico – No Dia de campo sobre mandioca, o pesquisador irá demostrar as Unidades de Referência Tecnológicas – URTs e o experimento local. Também haverá relato da experiência do agricultor Antônio Alberto, da Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Amarante do Maranhão.
No curso sobre melhoria da qualidade da farinha, o pesquisador Jose de Ribamar Costa Veloso, da Embrapa Maranhão, vai ensinar técnicas de ralagem da raiz, prensagem da massa, peneiragem, grolagem, segunda peneiragem e torragem.
Também serão repassadas as Boas Práticas de Fabricação (BPF) de farinha. São procedimentos previstos pela legislação para assegurar as condições sanitárias adequadas no processo produtivo e garantir qualidade ao alimento e saúde ao consumidor. O objetivo é ensinar técnicas de fabricação de farinha e boas práticas de higiene na manipulação do alimento e manuseio da massa. “São técnicas de produção que fazem a diferença na agregação de valor à farinha, com textura e sabor diferenciado, e na conquista de novos mercados”, explica o pesquisador José de Ribamar Veloso, responsável pelas capacitações.
Flávia Bessa (MTb 4469/DF)
Embrapa Maranhão
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