
Em meio às paisagens da Represa de Jaguara, em Rifaina (SP), divisa de São Paulo e Minas Gerais, é possível encontrar um visitante ilustre que chama a atenção por onde passa: o tamanduá-bandeira, uma das 133 espécies de animais catalogadas na propriedade da Fider Pescados. O retorno de mamíferos, aves e anfíbios a essa área de preservação não é por acaso. Ele traduz a essência de um modelo de produção que transformou a natureza na principal aliada da produtividade e segurança na piscicultura.
Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados, explica que, para a empresa, a mata ciliar é muito mais do que uma exigência legal, é uma forma de garantir os altos padrões da tilápia que comercializa. “Utilizamos a vegetação nativa como uma Solução Baseada na Natureza (Nature-based Solution). Ela funciona como uma barreira e um filtro biológico que impede que a terra e os nutrientes das chuvas cheguem com força ao lago, mantendo a água limpa e cristalina. Quando chegam os meses de chuva, o ecossistema é posto à prova, e a mata retém os sedimentos, garantindo que o habitat continue equilibrado.”
Dados e impacto positivo na bacia hidrográfica
Para demonstrar na prática a eficácia do modelo regenerativo, a empresa expandiu de 3 para 13 os pontos de monitoramento da qualidade da água na represa e em seus afluentes.
Após acumular quatro anos de dados alinhados às diretrizes da Embrapa, a operação desenvolveu uma tecnologia inédita no setor: um sistema próprio de sucção de sedimentos no fundo do reservatório. A inovação retira do ecossistema mais fósforo do que a atividade é capaz de gerar e já removeu mais de 800 toneladas de sedimentos do Rio Grande (na represa de Jaguara), 100% destinados à compostagem.
Com isso, mesmo atuando em estrita conformidade com as normas da Agência Nacional de Águas (ANA), a produção passa a entregar um impacto positivo superior para o meio ambiente.
Biodiversidade como indicador de sucesso
A Fider ainda expandiu sua Área de Preservação Permanente (APP) em 6 mil metros quadrados e plantou mais de mil mudas de árvores nativas da região. O resultado desse esforço regenerativo é medido diariamente pelos biólogos da empresa. Ao proteger as margens, a fazenda tornou-se um cinturão ecológico seguro para espécies vulneráveis, integrando a produção de proteína animal a um ecossistema vivo e biodiverso.
“Em um cenário global onde investidores e consumidores exigem rastreabilidade e responsabilidade socioambiental do campo ao prato, a experiência na Represa de Jaguara demonstra que a preservação da biodiversidade e a eficiência econômica não são caminhos opostos: são a única forma sustentável de alimentar o futuro”, completa Juliano Kubitza.
| Caio Urbano – Texto Comunicação Corporativa – SP |




