
A ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) se reuniu com entidades do setor para alinhar a construção de propostas para o Plano Safra 2026/2027. Promovido na sede da associação, em Uberaba (MG), o encontro teve como objetivo fortalecer as reivindicações nacionais e regionais dos produtores rurais, garantindo melhores condições de financiamento, seguro e apoio ao agro.
Participaram da reunião o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, os diretores da entidade, José Olavo Borges Mendes Júnior e Gilberto Machado Barata de Oliveira, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Vinícius José Rios Rodrigues, o engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Petrônio da Silva, e a diretora da Denner Seguro de Animais, Karen Matieli.
Durante o encontro, ficou definida a elaboração de um documento conjunto entre as entidades participantes, reunindo sugestões e demandas que serão encaminhadas aos responsáveis pela formulação do Plano Safra. A iniciativa busca ampliar o diálogo entre o setor produtivo e os órgãos responsáveis pelas políticas de crédito rural.
“O agricultor e o pecuarista são os pilares do agro que não só sustenta a economia do nosso país, mas ajuda a alimentar o Brasil e o mundo. O Plano Safra é um instrumento que deve ser organizado de forma a reconhecer essa realidade e fomentar a continuidade do desenvolvimento do setor”, avalia Arnaldo Manuel.
Segundo Vinícius, a articulação institucional é essencial para que as reais necessidades do campo sejam consideradas na construção do Plano Safra.
“Não podemos ficar apenas na atividade da porteira para dentro se não tivermos essa ponte com os órgãos e agentes financeiros que participam da elaboração do Plano Safra. É nesse momento que destacamos os principais entraves enfrentados no dia a dia do produtor e apresentamos as demandas mais urgentes. A união entre entidades como o sindicato rural, a Emater, que conhece profundamente a realidade do município, e a ABCZ, que tem capacidade de levar essas demandas adiante, é fundamental para obtermos resultados”, afirma.
Entre os pontos debatidos estão questões relacionadas às taxas de juros, ao volume de recursos disponibilizados para crédito rural e às condições de pagamento dos financiamentos. De acordo com Petrônio, o setor enfrenta desafios que exigem atenção das políticas públicas.
“Além da taxa de juros, um dos principais problemas é o volume de recursos disponível. Muitas vezes, quando o dinheiro chega, ele já é insuficiente para atender à demanda. Também houve mudanças no prazo de pagamento do custeio agrícola, que passou de um ano para dez meses, coincidindo com o início da nova safra e aumentando a pressão financeira sobre o produtor”, explica.
Outro tema elencado foi a necessidade de instrumentos que permitam ao produtor renegociar dívidas em condições viáveis, evitando o aumento da inadimplência e garantindo a continuidade da atividade no campo.
Os participantes também discutiram contribuições técnicas voltadas ao aprimoramento do seguro pecuário no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A proposta é que o Plano Safra avance no reconhecimento dos ativos genéticos bovinos como componente estratégico para a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade internacional da pecuária brasileira.
(Fonte: ABCZ)



