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O mundo rural derruba zero liquido.

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Gil Reis*

Os produtores rurais de qualquer país protegem suas propriedades.

Passado o encanto, a sedução e a crença que propagam os ativistas climáticos, também conhecidos como pornógrafos climáticos, o mundo começa a acordar e perceber que, ao longo dos anos, tem sido enganado, as previsões catastróficas não se confirmaram. Boa parte dos países adotaram as práticas recomendadas e nada mudou, apenas ficaram mais pobres. A temperatura mudou para pior e as alterações climáticas continuam aí.

O único resultado palpável foi a transformação dos fundos climáticos tornando-os triliardários. Os produtores rurais ao perceberem que as empresas interessadas em subsídios e nas suas terras não para contribuir com as energias chamadas de limpas e sim para explorar governantes crédulos tornaram-se a maior barreira de impedimento do golpe. O sucesso dos produtores em alguns países encorajaram os de todos os países para evitar os sopradores de ventos e os exploradores da luz solar implementassem os seus projetos nas suas terras.

O site THE HILL, em 15/08/2025, publicou a matéria “O plano de zero líquido da Grã-Bretanha está sendo prejudicado pela oposição a projetos solares e eólicos”, assinado por Robert Bryce, que é um autor, produtor de cinema e palestrante baseado no Texas, que transcrevo trechos.

“Os planos da Grã-Bretanha de atingir emissões líquidas zero até 2050 não serão prejudicados pelos altos custos, embora os britânicos agora estejam pagando alguns dos preços de eletricidade residencial mais altos do mundo. O esforço também não será prejudicado pela falta de apoio do Partido Trabalhista, que emitiu um manifesto afirmando que a Grã-Bretanha será uma ‘superpotência de energia limpa’. Em vez disso, o plano de zero emissões do país fracassará devido à forte oposição dos proprietários rurais em todas as Ilhas Britânicas. Eles estão dizendo aos proprietários de projetos solares e eólicos propostos para pegarem seus oceanos de painéis fotovoltaicos e florestas de turbinas gigantes e colocá-los em algum lugar onde o sol não brilhe e o vento não sopre.

A prova está nos números. Desde 1º de janeiro, houve quase quatro dúzias de rejeições de projetos solares ou eólicos na Inglaterra, Irlanda e Escócia. Entre as mais recentes, houve uma rejeição no mês passado em Kent, onde um inspetor de planejamento cancelou os planos para um enorme projeto solar de propriedade da empresa francesa EDF. O projeto de 257 acres foi rejeitado devido ao que o inspetor de planejamento determinou como um ‘efeito adverso significativo na paisagem receptora’. Também em julho, um projeto que visava cobrir 114 acres de terras agrícolas de primeira qualidade na Escócia com painéis solares foi rejeitado pelas autoridades locais. O projeto perto da cidade de Coupar Angus recebeu 44 cartas de objeção e apenas uma carta de apoio.

Há 15 anos venho acompanhando a reação rural contra projetos de energia alternativa nos EUA. Como mostra o Banco de Dados de Rejeição de Energias Renováveis, houve pelo menos 878 rejeições ou restrições a projetos eólicos e solares nos EUA desde 2013, incluindo 82 neste ano. Também estou acompanhando a oposição internacional à energia alternativa no Banco de Dados Global de Rejeição de Energias Renováveis.

Os números do banco de dados global demonstram a extensão da oposição local à energia solar e eólica nas Ilhas Britânicas. Até o momento, em 2025, houve 64 rejeições ou restrições a projetos solares ou eólicos em países fora dos EUA. Desse número, 45 ocorreram na Inglaterra, Irlanda ou Escócia. E, desse total, seis rejeições ocorreram somente em julho. A oposição a esses projetos é feroz e vem acontecendo pelo menos desde 2016, quando ativistas locais derrotaram uma proposta para construir um projeto eólico de 12 turbinas perto do Lago Ness, na Escócia.

Uma das mais recentes batalhas de alto perfil é sobre o projeto proposto pela Calderdale Energy em West Yorkshire. Se construída, a usina de 300 megawatts, promovida por uma empresa saudita chamada Al Gihaz Holding, seria um dos maiores projetos eólicos terrestres da Inglaterra. O plano prevê a construção de 41 turbinas gigantescas, com 200 metros de altura, em meio a Walshaw Moor, uma região que se acredita ter inspirado a obra-prima de Emily Brontë, ‘O Morro dos Ventos Uivantes’. A Sociedade Real para a Proteção das Aves classificou o projeto como ‘totalmente inapropriado’. Os opositores já coletaram mais de 15.000 assinaturas pedindo a rejeição do gigantesco projeto de corte de pássaros.

A crescente resistência a projetos solares e eólicos na Grã-Bretanha rima com o que tenho visto em todo o mundo. Embora ONGs climáticas, a claque pró-energia solar e lobistas pró-energia eólica tentem descartar as objeções dos moradores rurais como NIMBYismo (“não no meu quintal”), a realidade é que todos, em todos os lugares, se importam com o que acontece em seus bairros.

Nos últimos 15 anos, entrevistei dezenas de pessoas de vários países que se opuseram a projetos de energia solar e eólica. Suas preocupações são as mesmas. Elas estão, com razão, preocupadas com os impactos nocivos à saúde causados ​​pela poluição sonora das turbinas eólicas. Elas temem que os projetos prejudiquem o valor de seus imóveis. Numerosos estudos demonstraram que, onde quer que projetos de energia solar e eólica sejam construídos, o valor dos imóveis próximos tende a cair. Elas estão preocupadas com suas paisagens e vistas. Elas também se preocupam com a vida selvagem. E, cada vez mais, há objeções à destruição de terras agrícolas.

Para citar apenas um exemplo, no ano passado, o governo provincial de Alberta anunciou uma política de ‘agricultura em primeiro lugar’, projetada para proteger as terras agrícolas canadenses do desenvolvimento de energia solar e eólica. A província também criou uma zona de proteção de 70.000 quilômetros quadrados ao redor das Montanhas Rochosas para preservar paisagens do desenvolvimento de energia alternativa.

Apesar do entusiasmo constante em torno das energias renováveis, os conflitos pelo uso da terra são uma restrição à expansão da energia solar e eólica. Isso se aplica à Inglaterra, Irlanda, Escócia e a comunidades rurais em todo o mundo. Depois de acompanhar essas lutas por anos, ficou claro para mim que os agricultores, pecuaristas e moradores das comunidades rurais não vão simplesmente se render e aceitar. Eles continuarão lutando para proteger suas comunidades, e os números no Banco de Dados Global de Rejeição de Energias Renováveis ​​continuarão a aumentar.”

Nós aqui no Brasil, mais especificamente na Amazônia paraense vamos ter que enfrentar a COP30 da ONU que até hoje nada fez pela região. O que me deixa intrigado é a repetição permanente de ‘financiamento’ que é um dinheiro que precisa ser pago depois. Porque que o Brasil, que é um campeã de energia limpa, deve pagar pela sujeira que os países ricos jogaram na atmosfera?

“Como os ativistas não podem atacar o Brasil por ser um dos campeões da energia limpa resolveram transformar a Amazônia em ‘bode expiatório’ dos problemas de aquecimento global e alterações climáticas”. Anônimo.

*Consultor em Agronegócio.